A porta ainda não fechou.
Eu te disse que aquela página não volta. E não volta mesmo.
Isso aqui não é ela voltando. É a mesma porta — antes de fechar.
Eu não vou te perguntar por que você disse não. Mas eu faço isso há tempo suficiente pra saber que quase nunca é falta de vontade.
É que cento e sessenta e sete reais, hoje, não dava.
E isso não é vergonha nenhuma. Já foi assim comigo também.
Então eu não vou repetir o que já falei. Não tem argumento novo aqui — você já ouviu tudo.
Tem só uma coisa: eu vou tirar quarenta reais.
E eu não vou fingir que mudou alguma coisa. O material é o mesmo, inteiro.
O que mudou é simples: eu prefiro a sua casa guardada a esses quarenta reais.
É tudo o que eu te mostrei. Inteiro.
Continua sendo você que faz, na sua hora. Eu não vou até lá — isso não mudou.
Abriu e não era o que esperava? Me escreve e eu devolvo, sem você justificar nada.
Guardou a casa e ela não ficou diferente? Me escreve e eu devolvo — e o Escudo continua sendo seu.
Quem arrisca aqui sou eu. Você não arrisca nada.
Agora é só isso.
Se for não de novo, é não, e eu não vou te procurar por isso. Fecha a página em paz e faz o seu chamado hoje à noite.
Mas se era só o valor, o valor eu já tirei.
— Sensitiva